O Oceano Azul Pós-Pandemia

Atualizado: 28 de Jul de 2020



As dificuldades econômicas sempre existiram. No entanto, a pandemia da COVID-19 gerou um cenário sem precedentes para todos os nichos de mercado e os administradores precisam buscar as melhores alternativas para superar a crise econômica que se instalou.

A velocidade de recuperação pode ter variações, isso é fato, mas ela pode ser constante nos meses que seguem se houver um plano de reação efetivo acontecendo.

É essencial trabalhar melhoria nos custos, processos e equipe de colaboradores para que todos possam subir essa íngreme montanha em consonância.

Embora muitos gestores tenham fiquem com receio, a verdade é que é necessário olhar para fora e se atentar que existe um caminho que leva ao fortalecimento de receitas através da explorarão das oportunidades que fontes externas podem trazer.

As parcerias B2B já são reconhecidamente uma boa opção, sobretudo se for encontrada no exterior, pois essa é uma das maneiras de descentralizar a cadeia que sua empresa abastece e criar uma diversidade na sua carteira de clientes e parceiros.

No entanto, se a empresa consegue ver um horizonte no mercado B2C, pode também ser uma forma de incrementar a sua estratégia de retomada. Ser criativo é quase mandatório nesse momento delicado e acompanhar os novos comportamentos de consumo pode ser uma boa alternativa para observar novas formas de fazer o trabalho.

Um ponto forte de atenção que já se observa é que durante e logo após a flexibilização do isolamento social, os consumidores estão se comportando de maneira diferente na forma de comprar e acredita-se que isso deve continuar daqui em diante.

Nenhuma oscilação econômica ou mudança tão rápida nos hábitos de consumo havia acontecido antes com essa força. As prioridades de compras se alteraram e todos foram obrigados a rever a forma como vinham consumindo.

Mundialmente, todos os mercados estão tentando se adequar a todas as mudanças de comportamento geradas pela pandemia, e esse é um viés que deverá balizar a forma como a empresa vai elaborar seu plano de ação.

O que a principio foram ações comportamentais mobilizadas pela pandemia, vão permanecer como novos hábitos e será essencial se adequar a estas novas demandas. O conceito de comodidade, compras on-line e delivery são alguns dos pontos que vão precisar de atenção.

Um bom exemplo são entregas de ingredientes como frutas e legumes que evitaram a ida das pessoas à feira. Outra, foram as entregas de ingredientes dosados para execução de receitas em casa. Comodidades que o consumidor aprovou e deve continuar preferindo consumir neste modelo.

Sendo assim, a lição principal é: Olho no seus canais digitais de vendas, atenção para a sua logística e se houver necessidade de reposicionar a marca para que o cliente possa vê-lo como um solucionador, essa é a hora!

Foco no mercado internacional para superar a crise econômica

Pode parecer que diversificar os mercados nesse momento seja uma ousadia, mas na verdade pode ser a grande sacada que fará com que consiga driblar a crise e retomar o crescimento dos negócios.

Incrementar as relações no ambiente de negócios focando no mercado internacional é algo possível para empresas de diversos portes, é tudo uma questão de posicionamento estratégico e não se surpreenda se os resultados forem altamente positivos.

Investir na abertura de novos mercados e com isso elevar ou dar início às exportações é um dos caminhos que se mostra muito eficaz para ganhar velocidade na recuperação econômica. Não há tempo a perder e o quanto antes você começar a gerar receitas de outras fontes, mais rápida será a sua própria recuperação.

A competitividade pode melhorar consideravelmente quando olhamos para o cenário externo e com essa ótica, você não espera acontecer e passar ade gerar oportunidades nesse momento de crise.

Os principais ganhos imediatos são:

  • Participação no mercado internacional gera melhor e maior visibilidade;

  • Forte diferencial frente a concorrência direta;

  • Redução de riscos gerada justamente pela diversificação de mercados;

  • Economia escalável;

  • Ampliação de conhecimento através da observação de novos modelos;

  • Fontes de receitas variáveis trazendo mais estabilidade.

Se sua empresa ainda não atua com a visão de diversificação de mercados e receitas, está aí uma excelente alternativa para começar. Se já faz, é hora de fortalecer essas relações, pois isso trará o combustível para sua empresa continuar rodando.

As empresas que conseguem exportar neste momento, conseguem oferecer preços mais competitivos, pois um dos efeitos da pandemia é a desvalorização do real. Considerando isso, frente a concorrência sua empresa sai na frente, até porque preço agora é determinantes.

Note que nos países estrangeiros onde a reabertura da economia já aconteceu, tudo está sendo feito com critério e apesar de haver movimentação nas lojas (setores em geral), os passos dados vem acontecendo devagar e cautelosamente.

Todos tentam avançar com a devida velocidade para que o tempo perdido seja recuperado e aqueles que estão conseguindo são aqueles que possuem capital para isso ou estão buscando nas fontes externas.

Aguardar que os negócios se recuperem contando apenas com o mercado nacional é um risco maior do que investir na diversificação de mercados, onde o retorno pode acontecer de forma até mais rápida do que no mercado interno.

A recuperação econômica no mundo

Depois da China, os países europeus foram reabrindo na sequência, cada um com suas regras, pois a pandemia atingiu á todos, mas não de uma forma homogênea.

Na Alemanha, ciente de que o país foi afetado de uma forma similar aos tempos da Segunda Guerra Mundial, o governo desenhou uma estratégia de incentivo ao consumo, apoio às empresas e uma redução de impostos expressiva.

Os Estados Unidos já davam sinais de que uma crise econômica viria em um futuro próximo, pois os principais índices que apontam para esse caminho estavam dando alarme:

  • Desemprego;

  • Taxa de juros;

  • Curva de juros do tesouro americano.

A pandemia por lá foi uma espécie de gatilho que antecipou algo que já ia mesmo acontecer.

Mas como todo país bem desenvolvido, um das opções que já está sendo adotada é gerar liquidez no mercado através da impressão da moeda americana (imprimir dinheiro) e com ele comprar títulos do próprio governo.

Aqui no Brasil isso também pode ser uma saída, mas ainda é cedo, pois estamos patinando em formas de reduzir os contágios ainda, o que indica que o declínio da pandemia ainda não está acontecendo.

A importância da pulverização

Sem partidarismo e menos ainda ideologias políticas, o fato é que não dá para deixar o destino do seu negócio simplesmente nas mãos do governo, aguardando medidas que supostamente trarão um folego para a empresa.

A verdade é que a diversificação das fontes de renda é uma forma de se proteger e amenizar os impactos de uma crise financeira da proporção que estamos vivendo.

Ações como essa se enquadram em uma boa gestão de riscos e devem ser premissa para toda estratégia futura.

Concentrar clientes e parceiros apenas em um segmento de atuação deixam a empresa a mercê deles. Se eles quebram, você pode quebrar junto porque no fundo são eles que estão fazendo sua engrenagem rodar e não somente o seu esforço.

Outro ponto muito importante é observar que muitas empresas concentram grande parte do seu faturamento em um único cliente ou em uma carteira muito enxuta, do tipo que concentra 80% dos faturamentos apenas para alguns. Essa é outra cilada que faz as empresas se tornarem reféns.

No longo prazo, esse tipo de parceria pode se voltar contra você. O cliente saberá da importância que tem em seus negócios e pode manipular seus preços sob ameaça de reduzir os pedidos.

O ideal é pulverizar seus produtos ou serviços no mercado nacional, e mesmo que tudo flua bem, constantemente busque parcerias em outros mercados, segmentos, nichos de atuação, etc.

Com atenção, observe as oportunidades no mercado internacional  e olhe para elas como um fator chave, que pode tirar sua empresa das estatísticas da crise atual, trazendo crescimento em níveis que não se esperava para este momento.

Além disso, fique sempre atento aos setores que os seus clientes atuam também, para compreender de que forma pode oferecer soluções customizadas e mais completas a fim de firmar parcerias sólidas, mas com a devida diversidade.

Uma vez sólida, olhe para outros setores onde possa direcionar o alvo sem perder a qualidade de atendimento que vem prestando nos setores atuais.

Uma boa diversificação é aquela em que o atendimento prestado não possui correlações, ou seja, a empresa atende muitos clientes e de nichos bem distintos.

Dificilmente as intempéries da economia serão incontroláveis em um cenário onde as fontes de renda são diversificadas. Você perceberá que tudo se torna mais facilmente administrável quando o problema está focado em um ou dois segmentos, pois isso até pode afetar seus negócios em partes, mas nunca em tudo.

Não era assim que pensava? Pois então, reinvente-se, esquecendo modelos antigos de gestão e observando tendências mercadológicas que deixam claro para onde você deve seguir.

Conclusão

O momento é delicado, pedindo resiliência e uma boa dose de adaptação por parte dos administradores.

Para saber por onde começar a diversificar, comece revendo como a sua empresa vem atuando nas relações e observe os demais setores do mercado onde você poderia oferecer soluções adequadas.

Conforme já mencionei, no mercado interno talvez não haja tantas opções, mas fora dele, existe um universo de empresas com necessidades que podem ser supridas pelo seu produto ou serviço.

Uma maneira seria participar de alguma rodada de negociações através do B2B realizado pelo Business Matchmaking. Você ganha tempo com isso, já que no evento você é direcionado para negociar com empresas que estão em busca de produtos e serviços bem específicos que podem ser exatamente o que sua empresa está oferecendo.

Espero que este artigo possa ter contribuído com informações de qualidade para você. Se gostou e gostaria de  estar sempre por dentro de pautas como essa ou assuntos relacionados, nos siga nas redes sociais.


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